quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Uma pequena ronda - Primeira sessão (Parte 2)

Enquanto eu pensava em alguns dos locais que passavam pela minha cabeça Szuzanna levantou-se, deu a volta até minha cadeira e por trás colocou suas mãos em volta de meu rosto. Minha senhora sempre foi muito carinhosa. Mesmo após algum tempo sem vê-la, pois era preciso me deixar agir sozinho sem o berço materno, ela ainda se mantinha próxima e atenciosa. Acredita em mim assim como a população norte-americana acredita na mudança contida na campanha de Obama, nesses casos políticos, com esperança e confiança. Beijou minha boca após acariciar minha face e se dirigiu até a porta, dando-me tchau e sumindo pelo corredor.

Ainda fiquei um tempo raciocinando até pegar o telefone e pedir que o motorista preparasse o carro. Abri os botões da manga e dobrei-a até perto de meu cotovelo. Tirei a gravata, deixando a camisa um pouco aberta e peguei minha 9mm na gaveta. Desci e fui direto para a entrada do edifício. Evitei o cassino passando pelo corredor do lado para não ser visto tão pouco social pelos clientes, muitos deles são um porre em relação a isso. Gosto de estar impecável quando circulo pelas mesas, observando o dinheiro entrar e dando atenção a eles.

O carro já estava na porta me aguardando, entrei e logo disse ao motorista para que fosse até alguns quarteirões a frente. Naquele pedaço se encontravam alguns bares e pontos de encontro das baratas. Demos algumas voltas pela redondeza sem muita novidade. O mesmo de sempre pairava pelas noites da cidade. Um grupo aqui e outro ali sem chamar muito a atenção. Mais a frente decidi descer e dar uma volta pela praça. Ali dormiam alguns mendigos que estavam sujeitos a agressões e abordagens do tipo de gente que eu procurava. Ao avistar um deles me aproximei para obter alguma informação, e como sei bem a língua deles, fui prevenido.

Sentei em um dos bancos e acenei para o maltrapilho que me olhou com uma desconfiança. Disse que queria apenas conversar e puxei uma nota de cem euros fazendo seu olhar passar de desconfiado para amigo numa velocidade absurda.

“Boa noite, senhor.”

“Boa noite, rapaz.”

“Desculpe incomodá-lo, mas gostaria de algumas informações, caso o senhor queira me ajudar.”

O homem pegou o dinheiro e concordou no mesmo instante.

“Claro, por cenzinho eu posso fazer isso sem problemas.”

“Por acaso tem visto pessoas estranhas por essas bandas ultimamente?”

“Pessoas estranhas?” - riu - “Pra dizer a verdade você é uma delas. Bem vestido, a essa hora da noite aqui nessa área e ainda me pagando por informações.”

“Além de mim. Pra ser mais exato, estou perguntando a respeito de baderneiros, grupo de pessoas que estejam causando confusão por aqui.”

“Bem, sempre tem essa gente por aí. Uma vez ou outra aparecem alguns anarquistas idiotas para perturbar nosso sono, sabe como é.”

“Sim. Mas, nada além disso?”

“Não. Aliás, tem estado calmo por esses dias. Você foi a única coisa que me assustou essa semana.”

“Pode ficar sossegado quanto a mim. Com certeza estou procurando por gente pior.”

O mendigo me olhou com a desconfiança anterior depois de minhas últimas palavras e se fechou um pouco. Não tinha nada de interessante ali, estava calmo. Dava pra ouvir algum barulho mais distante e nada mais. Era final de semana e os bares estavam lotados. Agradeci a ajuda do velho e me levantei para voltar ao carro. Ele agradeceu e voltou para seu canto de descanso.

Sentei no banco de trás do meu Audi e olhei mais um pouco em volta da praça. O mais estranho é que aquilo costumava ser mais barulhento, e logo agora, após esse evento, a calmaria reinava. Será que aquele ditado que diz que após a tempestade vem a bonança realmente se concretiza? De qualquer forma, algo me dizia que a tempestade ainda não havia caído.

Dei ordens para que voltássemos para casa. O motorista deu meia volta e seguiu para o cassino. Minha noite terminou normalmente, com conversas, um pouco de jogo com os clientes, alguns cigarros e uma boa alimentação com minhas meninas no conforto de minha suíte. O dia seguinte talvez fosse mais interessante.

Obs: Ok, Mongs. Li teu comentário depois de já ter postado essa parte, estou só editando. Vou deixar a anterior com diálogo e talvez essa, mas as próximas eu vou retirá-los.

Pra ser sincero eu não gostei muito dessa parte 2 da primeira sessão. Eu acabei apressando um pouco, e não saiu legal como a anterior. Talvez eu faça uns arranjos mais depois. Mas, diz aí. Qual sua opinião?

O vídeo - Primeira sessão (Parte 1)

Era por volta das 22 horas quando Szuzanna chegou ao prédio. Na ligação da noite passada ela se mostrou bastante calma, mas uma pequena preocupação na voz dela era perceptível. Aguardei sentado em meu escritório pessoal, na cobertura de meu edifício, onde se encontra também minha agradável residência. Peço desculpas a quem ler isso, mas não canso de falar a respeito de minhas posses, é bastante confortável.

O edifício é composto de dez andares. Nos três primeiros andares se mantém a estrutura do cassino. No quarto se localiza o cofre, a administração, meu escritório de trabalho, a segurança, e as demais partições do mundo empresarial que ficam distantes dos olhos dos clientes. Muitos deles já solicitaram um tour ao cofre, mas eu prefiro deixá-los curiosos. Eles poderiam deixar de freqüentar o cassino ao verem quanto dinheiro perdem para mim. Nos demais andares, até o nono, se encontra o hotel.

Tenho um mal costume de acordar tarde. Mas também não durmo cedo. Geralmente tenho um dia de quinze horas de sono, das 7 da manhã até às 22 da noite. Quando é necessário acordo mais cedo, por volta das 20 horas. Levanto fazendo o costumeiro. Pego o jornal para ver as notícias do dia, o que não é muito eficaz, já que em termos de notícia aquelas já são ultrapassadas. Então acesso a internet, leio algumas atualizações de sites e checo meu e-mail. Eu estava fazendo exatamente isso quando Szuzanna apareceu em minha porta.

“Boa noite, minha criança. Como vocês está?” - perguntou Szuzanna esboçando um pequeno sorriso.

“Estou bem, S. Mas um pouco ansioso com o que tem para falar.”

“Não precisa preocupar-se. É um assunto chato, desgostoso, mas que não traz tanta dor de cabeça por enquanto.”

“Se você diz, sinto-me mais confortável. O que é?”

Szuzanna retirou do bolso um pequeno celular. Mexeu um pouco no aparelho e em seguida me entregou olhando-me com um certo estresse no rosto.

“Por favor, mexa nessa coisa e vá onde estão os vídeos. Ainda não sei lidar bem com esses avanços tecnológicos. Está nomeado como 001.”

Vasculhei pelas opções do celular e na pasta de vídeos encontrei o que ela queria que eu visse. Ao dar play a tela se abriu e um pequeno filme começou a passar. Alguns homens estavam em volta de um jovem amarrado a uma cadeira. Havia muita barulheira, não era possível entender o que diziam. Gritavam feito loucos. Logo alguns segundos depois um dos homens cortou o braço do jovem, que gritou muito alto, mas o ferimento cicatrizou-se em instantes. Após isso a tela ficou preta. Olhei para Szuzanna sem entender bem o que aquilo queria dizer e ela deu continuação a conversa.

“Tobias, esse vídeo está circulando na internet. Alguns sites já foram procurados e conseguimos sua retirada, mas ainda existem outros que continuam espalhando-o.”

“E o que quer que eu faça exatamente?”

“Eu entrei em contato com alguns amigos, pessoas que me devem um certo favor. Eles disseram que vão me ajudar com isso. Enviarão suas crias para ajudá-lo em uma investigação. Ninguém está satisfeito com isso circulando por aí, muito menos Wilhelm. Quero que você ache o responsável por esse vídeo e tudo que o envolva.”

“Não se preocupe, S. Irei cuidar disso.”

“Sua ajuda será de duas pessoas. Um feiticeiro e um rato de esgoto.”

“O mundo não é perfeito, não é mesmo?”

“Não, minha criança. Definitivamente não. Mas confio em você e sei que conseguirá trazer frutos bem doces dessa investida.”

“Não a decepcionarei. Existe alguma pista sobre quem possa estar por trás disso?”

“A única sugestão que posso lhe dar é para ficar de olho nessa gente nova, se é que você me entende. Eles tem crescido como câncer na região, e creio que possam estar envolvidos. Se misturam com esses skinheads, anarquistas, e por aí vai. Talvez deva começar onde o mau cheiro lhe levar.”

“Sim, já tive problemas com essas baratas. Sei alguns lugares por onde começar.”


(Continua...)

Obs: Mongs ou seja lá quem for que esteja lendo essa parte. Melhor com ou sem diálogos? Caso ache que fique melhor sem, diga, pois eu dou uma editada e mudo pra narração apenas. Vai ficar um pouco mais curto, mas coisa de algumas linhas apenas.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Antes das obrigações, um pouco de diversão

Antes de dar início ao objetivo foco desse ano, tive que cuidar de meus negócios, afinal, sou um empresário. Como já disse anteriormente cuido do que foi de meu pai e hoje é meu reinado. Um reinado ainda pequeno, de certo modo, mas que será grandioso. Projetos e mais projetos passam pela minha cabeça como raios de luz. Coisas internas e coisas externas. Tenho uma visão ampla e minha vontade é expandir o nome Ludwig mundialmente.

Como nem tudo é um mar de rosas, eu encontro em meu caminho certos vermes escrotos. Muitas empresas pequenas e sem nenhuma visão de mercado que se acham grandes. E o mais detestável, completamente teimosas. Posso até ser sedento por poder, mas não sou injusto. Ofereço o que acho ser certo, pago o que acho que aquilo vale, e assim sigo em frente. Porém, caso alguém me insulte insinuando que estou errado, eu me enfureço. Quem faz isso definitivamente ganha um novo inimigo. E digo mais, um inimigo que vai fazer de tudo para secar a fonte até a última gota.

Isso aconteceu, infelizmente, no início do ano. Uma pena, porque mesmo a Invitation Consultors sendo uma pequena empresa, tinha um futuro bom. Nada muito chamativo, mas renderia algo bastante lucrativo. Ao perceber o pequeno crescimento no mercado, pedi uma análise geral e investigação da empresa. Minhas intuições estavam certas, ela, em boas mãos, seria um grande empreendimento. Mas no comando de quem estava, continuaria crescendo a migalhas. Devagar, devagar, muito devagar. Gentilmente, pois adoro ajudar meus amigos de trabalho, ofereci um valor adequado, e para dizer a verdade, bastante generoso, pois tinha em mente que a empresa apresentava boas condições. E então veio a negativa. Não compreendi porque aquele idiota não aceitou a proposta. Eu não estava comprando sua empresa por completo, apenas compraria 55% das ações e me tronaria o sócio majoritário. O orgulho é realmente uma arma que se volta contra nós, e especialmente nos  mortais. Temos que ter tato para certas coisas quando necessário e não ficar confiando no impossível. Perceber e aceitar que não há outra solução é imprescindível. Por azar, aquele babaca comeu a própria merda. Talvez não soubesse muito bem quem eu era. Não o culpo, poucos associam meu nome às empresas que possuo, a não ser o cassino, e menos pessoas ainda tem a oportunidade de me conhecer pessoalmente. Não pude deixar barato e contratei os serviços de alguns amigos. Eles fizeram uma verdadeira bagunça na bolsa de valores, principalmente nas informações de compra e venda da, agora minha, Invitation Consultors. As ações foram colocadas a venda, com risco de falência e após comprar 40% delas a preço de banana e conseguir sustentar a pobre ingenuidade de meu mais novo funcionário, o coloquei contra a parede solicitando mais 20%, e não 15% apenas, das ações restantes pelo preço adequado dessa vez. Caso ele se recusasse, eu não teria escolha senão afundar a empresa indo mais além do que já tinha ido. Ele foi um bom menino. Seu bom senso superou sua burrice e ele fez a coisa certa. É uma pena ele ter perdido alguns milhões com a primeira recusa, mas sinceramente eu não tenho culpa da ignorância ser tão presente nesse mundo.

No entanto, chegou a hora de cumprir algumas obrigações. Szuzanna me ligou dizendo que queria conversar sobre um assunto delicado e que estava perturbando a região. Aqui finda a diversão e tem início meus deveres para com a Camarilla como um membro.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Primeiras noites... Parte 2

Depois dessa noite, acordei da pior forma possível. De longe era o meu pior despertar. Dor de cabeça fortíssima, tudo ao meu redor girava, não conseguia encontrar um foco. Lembro de ter fechado meus olhos e encostado um pouco mais na cama. Mas não era apenas a cabeça que me incomodava. Meu corpo parecia estar triturado, mal conseguia me mexer, e minhas vísceras se contorciam. Só alguns minutos mais tarde pude perceber que era fome. Nunca havia sentido uma tão forte como nessa noite, tudo estava elevado ao absurdo, se assim posso dizer.

Ouvi uma voz bem distante chamando pelo meu nome. Abri os olhos e finalmente consegui encontrar conforto em uma imagem definida. Era Szuzanna parada em frente a cama, encostada em um dos quatro pilares que sustentavam o móvel. Ela estava com um brilho na aura, um olhar vívido e parecia contente. Usava um robe branco transparente muito sexy, pude perceber suas curvas através dele. Naquele instante eu percebi algo diferente. Eu costumava ter uma reação quando via mulheres como ela, ainda mais vestidas daquele jeito, paradas na minha frente. Mas a reação não chegou. Permaneci imóvel e sem ereção, como se nada daquilo me causasse prazer. Por detrás de Szuzanna apareceram duas mulheres. Ambas estavam completamente nuas e sorridentes. Mais uma vez meu alarme não havia disparado e, no entanto, aquilo não me causou problemas. Mesmo percebendo, parecia ser a menor das estranhezas naquele momento. As duas mulheres, bastante jovens e bonitas, subiram na cama e foram em minha direção. Se esfregavam em mim com os seios e o pescoço. Eu não tinha nenhuma reação até sentir um odor doce e chamativo. Elas estavam com os pulsos cortados. A dor aumentou fortemente dentro de mim e minhas entranhas pareciam querer explodir. Era uma fome gigantesca que me abatia e mais uma vez ouvi Szuzanna dizer as últimas palavras antes de sair do quarto: “Sirva-se, minha criança. A primeira refeição é muito importante.”

Eu acordei novamente após um apagão. Nos meus braços estavam as duas mulheres. Pareciam estar em um sono profundo. Me mexi até conseguir desprender-me dos corpos e me levantei. Havia sangue pelo lençol. Eu me assustei um pouco, mas algo dentro de mim demonstrava que minha nova natureza estava desperta. Caminhei pela casa, indo de porta em porta. Era um lugar magnífico, com muitos objetos espalhados e móveis bastante antigos. Uma decoração forte, de cores quentes. Definitivamente não era o mesmo lugar da festa. Ao atravessar um arco que dava para uma sala, senti dois braços me envolverem. A voz de Szuzanna novamente soou em meu ouvido.

Aquela noite ela me contou um pouco do que eu havia me tornado. Disse que não iria me perturbar com o que eu deveria aprender com o tempo, pois a partir de duas noites atrás eu tinha muito. Apenas me confortou e deu-me as boas vindas. Somente algumas noites mais tarde tudo ia tomar um rumo diferente. Aprendizado árduo, rígido e incessante. E assim se foram dois anos de minha não-vida. Todos os dias ao lado de minha senhora, escutando tudo o que ela tinha para me dizer, me tornando seu cúmplice para toda a eternidade.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Primeiras noites... Parte 1

Tudo começou em uma noite como qualquer outra. Festas, festas e mais festas. Festas trazem pessoas importantes, da alta sociedade. Trazem pessoas bonitas, lindas, exuberantes. Me trouxeram Szuzana Klejberg.
Eu não fazia idéia do porquê meu porte havia lhe chamado a atenção. Eu tinha um perfil comum, nada demais. Um sujeito podre de rico, mas de traços brutos e nada convidativos a uma mulher como ela. Ser milionário não era mais que uma obrigação naquele local. Mesmo assim ela insistia em mim.

Alta, magra, morena e com um lindo corpo. Era uma musa, a mais observada no salão. Conversamos por algum tempo e cada palavra que ela direcionava a mim se tornava um cântico delicado que me deixava arrepiado. Eu me deixei levar percebendo que ela me seduzia. Sabia que era a intenção daquela mulher.
Durante essa mesma conversa ela me contou sobre ela. Me disse que seu trabalho envolvia o prazer. Não se aprisionava em palavras suaves e sussurrava cada uma mais picante que a outra bem perto de meus ouvidos. Lambia minha orelha e passava as mãos pelo meu corpo. Szuzana era dona de um negócio lucrativo na cidade. Importava e exportava mulheres. Algumas de suas modelos estavam presentes no salão e com um sorriso no rosto apontava para cada uma delas.
Furtivamente fomos em direção a um dos quartos da casa onde a festa estava sendo dada. Entramos e nos trancamos ali dentro. Na cama trocamos algumas carícias, beijos e por fim as roupas começaram a encontrar o chão. Entre dois corpos e roupas de cama entrelaçadas ela me deu o toque mais doce da noite. No início incomodou um pouco, mas alguns segundos depois me provocou o maior êxtase da minha vida. Uma mordida. Depois disso, aos poucos, deslizei por seus braços ficando imóvel na cama.

sábado, 27 de setembro de 2008

Apresentação

Meu nome é Tobias Hanshoff Ludwig. Minha história não é interessante antes do ano de 2005, por isso não irei entrar em muitos detalhes do passado. Posso-lhes adiantar que fui uma pessoa triste na infância. Uma família por demais separada dos laços amorosos se mantinha inabalável. Minha mãe adoeceu alguns meses após meu nascimento e um ano mais tarde faleceu. Nunca tive a oportunidade de conhecer o afeto materno, nem mesmo durante seus últimos dias de vida. Fui cuidado por empregados até minha adolescência e assim eu cresci. Ao completar a maioridade fui presenteado por meu pai com um cargo de vice-presidente em sua empresa que carrega o nome da família. O carro chefe é o Cassino Ludwig, situado em Berlin, minha terra. Alguns outros serviços menos importantes são oferecidos pela empresa, mas isso ocupa apenas 15% dos negócios. Meu pai faleceu há alguns anos atrás, deixando as empresas sobre minha responsabilidade. A partir daí minha vida começa a tomar um outro rumo. Uma postura mais competitiva que me fez ser quem sou hoje, esse homem sedento por poder. Porém, isso não termina aqui. Na verdade, está apenas começando.

Eu não sinto o passar do tempo, não considero nenhuma forma de sentimento, não me prendo a preocupações mortais diárias, nem mesmo respiro. Há quem diga que sou um poço escuro, sem fundo e vazio. Eu até concordo em certo ponto. Sou um poço escuro, sem fundo, mas não sou vazio. Sou cheio do doce sangue que corre pelas veias mortais, o qual proporciona a vida para minha não-vida.